Fernando Frazão/ Agência Brasil

Por Érika dos Anjos |

Hoje em dia, todos já sabem que chegando o mês de outubro teremos diversas ações de conscientização sobre a importância da prevenção do câncer de mama, que chamamos de ‘Outubro Rosa’. São debates, cartazes, anúncios de TV, entrevistas e muitas outras atividades visando um melhor conhecimento da causa. Porém, poucas pessoas sabem como e onde surgiu esse movimento tão difundido mundialmente.

Tudo começou em 1990, nos Estados Unidos, quando a Fundação Susan G. Komen for the Cure realizou a primeira Corrida pela Cura, em Nova York, e entregou um laço cor de rosa para todos os participantes. Desta forma, esse passou a ser o símbolo da luta contra o câncer de mama.  Em 1997, entidades das cidades de Yuba e Lodi ainda nos Estados Unidos, começaram efetivamente a comemorar e fomentar ações voltadas a prevenção do câncer de mama. Assim, a data passou a ser é celebrada anualmente, sempre com o objetivo de compartilhar informações e promover a conscientização sobre a doença, proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento e contribuir para a redução da mortalidade.

Fernando Frazão / Agência Brasil

No entanto, de acordo com a ONG Outubro Rosa, a primeira iniciativa vista no Brasil foi a iluminação em rosa do monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista (mais conhecido como Obelisco do Ibirapuera), em São Paulo, somente no dia 02 de outubro de 2002.  Em outubro de 2008, diversas entidades relacionadas ao câncer de mama iluminaram de rosa monumentos e prédios em suas respectivas cidades, inclusive com a iluminação do Cristo Redentor, trazendo visibilidade mundial ao fato. Após isso, diversas cidades, estados e instituições começaram a apoiar maciçamente a campanha e, no ano passado, a data foi oficialmente instituída pela Lei nº 13.733/2.018.

Tudo isso, para conscientizar que este é o tipo mais comum entre as mulheres, no Brasil e no mundo, correspondendo a cerca de 25% dos casos novos de câncer a cada ano. Esse percentual é de 29% entre as brasileiras. Faça sempre a mamografia de rastreamento e fique atenta a possíveis sinais e sintomas, como alterações no tamanho ou forma da mama; nódulo único e endurecido;
vermelhidão, inchaço, calor ou dor na pele da mama, mesmo que não apresente presença de nódulo; nódulo ou caroço na mama, que está sempre presente e não diminui de tamanho; presença de um sulco na mama, como se fosse um afundamento de uma parte da mama; inversão do mamilo; ou dor na mama ou no mamilo. Conheça seu corpo e cuide-se!